Nonsense?

maio 18, 2008 at 6:45 pm (Uncategorized)

Existem certas coisas que acontecem, que paramos e pensamos: ” Será que isto só acontece comigo?”Eu tenho esta capacidade, de participar às vezes como protagonista de situações inusitadas para as pessoas em geral. Ocasiões para estes episódios surgirem, não faltam, sejam nas minha viagens, em momentos de distração, ou na convivência com gente do meu cotidiano. Quando consigo observar e captar as minúncias de cada fato, depois do desespero que é gerado dependendo da tensão proporcionada neste, me pego dando gargalhadas sozinha.Torna-se trágico e ao mesmo tempo cômico, pois infelizmente não consigo segurar o riso por muito tempo.

  Discrição nem sempre é uma característica minha. Mesmo sem querer, vejo gente olhando para mim, com expressões variadas.Seja um olhar propositalmente articulado por cima dos óculos ( que eu particularmente, acho extremamente charmoso), um olhar de espanto, de desprezo, também de indiferença, de admiração, entre outros.Olhares que expressam os sentimentos que o ser humano carrega consigo.E sabe, eu adoro olhos.Adoro, apesar da minha timidez da qual muitos duvidam; tento focalizar na retina e  desvendar os mistérios dos outros.Entretanto, me sinto invadida com isto.Me sinto, nua. Não digo nua, fisicamente, mas nua no sentido de estar sendo desvendada, de tudo que trago comigo ao longo da vida (cicatrizes, lembranças, o meu dark side, as minhas facetas mirabolantes) se despindo.

Este choque causado a princípio causa um determinado estranhamento, o vulgo ‘Heimlich’ e ‘Unheimlich’ do Freud em “o estranho” é drástico.O estranho é familiar. Gosto de descobrir as pessoas, mas não gosto q elas me descubram totalmente.Talvez seja uma forma de proteção ou coisas que somente o ‘tempo’ e minha atual vivência explicam.Não sou mais a mesma que saiu de casa a 1 ano e meio.Entretanto continuo sendo Nathalia.Diversas formas. Heimlich e Unheimlich. O estranho e o familiar convivendo mutuamente.Mudando apenas o prefixo “un”, um mero detalhe, que ao mesmo tempo me diferencia, e mostra diversas mulheres, meninas, numa só.Tudo depende do contexto.

 Há certas coisas que não mudam.Mas, eu ainda vou me encontrando aos poucos.Nonsense? Neurose?Do tipo “eu não sei dizer, o que quer dizer, o que vou dizer.”E vou me moldando.Camaleoa.Vou tentando me adaptar.É certo que eu não caibo mais nas roupas que eu cabia como diria Nando Reis, só que quero continuar enchendo a casa de alegria.Continuar com um sorriso, e menos ingênua.Captar na desconexão das entrelinhas uma mensagem, sem que eu perca a razão.

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